segunda-feira, setembro 11, 2006

11 de Setembro

Anda toda a gente (radios, jornais, televisões, e blogs) a assinalar o 11 de Setembro. Os anti-americanos não se esquecem de apontar ao dedo ao EUA pelo caos em que transformaram o Iraque e consequente fortalecimento do nacionalismo árabe/terrorismo naquela zona do mundo.
O Senado dos EUA acaba de publicar um relatório em que desacredita cabalmente os argumentos e factos (era tudo mentira) apresentados por George W. Bush para justificar a invasão do Iraque.
Saddam Hussein não tinha ligações à Al-Qaeda e muito menos armas de destruição em massa, o que não quer dizer que não fosse um bom filho-da-puta que teve o fim que merecem todos os ditadores. Mas assim sendo quantos mais ditadores - muitos com auxílio norte-americano sem o qual não conseguiriam manter-se no poder - não deveriam ser desjalojados do poder, presos e julgados?!
A estratégia dos EUA para combater o terrorismo tem-se revelado um desastre. E foi preciso o 11 de Setembro para atacarem o Afeganistão e os talibans. Já aqui escrevi há muito tempo que por mim mal os barbudos atacaram a tiro de morteiro as estátuas budistas património da humanidade deveriam logo terem levado com uns "cruises" nas barbas que nunca mais lhes cresceriam os pelos. Por isso, e não só, no 11 de Setembro de 2001, confesso ter ficado satisfeito com o ataque terrorista e até escrevi nesse mesmo dia um Ponto de Ordem no DN-M em que disso dava conta apontando ainda que a bola de neve nunca mais iria parar.
Na altura o Presidente do Governo Regional que aparentemente mais nada de importante tem para fazer do que ler insignificantes jornalistas escreveu no Jornal da Madeira que eu era o Kadhafi. Sinceramente não sei qual a diferença entre este ditador ex-terrorista e o terrorismo verbal que Alberto João Jardim emprega cada vez mais diariamente num claro indício de que o juizo já lhe vai faltando...
EMANUEL BENTO